quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu, você, Jesus e o mundo...



Eu, você, Jesus e o mundo...

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me tens dado, porque são teus.
Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti.
Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos.
Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.
Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviarei ao mundo. Para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim.
Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheço; e estes conheceram que tu me enviaste.
[João 17]
Jesus vê o mundo como o campo do Joio e do Trigo; e nele “um inimigo” semeou a má semente. Assim, Ele trata não com o Joio, mas com o Trigo; e diz: Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste.

Tais homens, mesmo antes de terem o conhecimento histórico da informação, já eram gente boa do Pai. Por isso, Jesus diz: “Eram teus, e tu mos deste; e guardaram a tua palavra”. E mais: ele os identifica como sendo “homens que do mundo me deste.”.

Assim, mesmo sem ter “ido”, Ele diz que esteve-sem-ser do mundo. Entretanto, avizinhando-se a hora de Sua partida física do mundo [do qual Ele participou fisicamente, mas não seguiu jamais o seu curso], Ele reconhece a dificuldade do discípulo em manter tal estada no mundo sem que dele [do mundo] se seja. Dessa forma Ele diz: “Eu não estou mais...; mas eles estão no mundo”.

Entretanto, tudo quando Ele diz sobre estar sem ser do mundo, é algo que Ele faz questão de falar “no mundo”, para que os discípulos tivessem a Sua “alegria completa” já aqui na Terra, e não em outra dimensão.

Ora, a razão que Ele dá para que se seja feliz nesse mundo no qual se está e do qual não se deve jamais ser, é simples: “Porque eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. E, assim, Ele diz que o discípulo tem que estar para o mundo assim como Jesus para o mundo esteve!

Desse modo, Ele não perde tempo orando pelo Joio, pois o Joio tem sua semente “num inimigo”. Entretanto Ele diz: “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno”.

Então Ele re-enfatiza: “Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.”.

Todavia, essa estada sem ser do mundo só acontece com saúde se houver sentido de missão no discípulo; posto que Jesus diz:: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo; para que o mundo creia que tu me enviaste”.

E mais: Ele diz que o modo do mundo ficar chocado com a vida do discípulo [o qual está sem ser], é mediante a experiência da relacionalidade vertical e horizontal: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam aperfeiçoados em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste”.

Assim, sem romantismos, Jesus conclui dizendo: “Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheço; e estes conheceram que tu me enviaste.”.
      
Ora, se assim não for, ninguém que não tenha essa visão jamais será discípulo de Jesus no Campo do Mundo, onde Joio e Trigo crescem juntos; e no qual o cuidado de Jesus é com o Trigo; posto que o Joio é semente de “um inimigo”.

Se não, veja:

Ele nos chama do mundo, porque já éramos do Pai; e nos devolve ao mundo, sem que dele sejamos, a fim de que no mundo nos amemos; e, assim, se o mundo tiver que nos odiar, que nos odeie em razão da insuportabilidade do amor; ao mesmo tempo em que a única chance que o mundo tem de ser positivamente impactado pela presença do discípulo, é se os fiéis ao Evangelho amarem-se de modo desconcertantemente belo e sincero, refletindo a comunhão de amor entre o Pai e o Filho.

Este é o Evangelho para o mundo!

Pense nisso e decida-se!

Nele, que é o Evangelho para mim, para você, e, por nós, em amor, para o mundo!



Fonte: Blog do Caminho

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