segunda-feira, 28 de maio de 2012

Graça ou Des-graça?


 
 Caio, graça e Paz. 


Gostaria de lhe perguntar uma coisa, pois eu não tenho para quem.
Eu tive a consciência da graça de Deus e do que é estar em Cristo. Que em Cristo somos inculpáveis, irrepreensíveis diante do Pai, não por obras, mas pela fé na justificação por Cristo. Mas por errar, acabei por retornar à antiga consciência... Como estou ouvindo neste momento sua mensagem sobre Hebreus 12, pensei que voltei ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade...
Seria então que, na verdade, eu nunca tenha chegado realmente à verdadeira justificação pela fé? Visto que ela sempre se vai?
Não se transformou em vida e em certeza absoluta em mim, pois, voltei aos rudimentos pobres novamente...
Eu não agüento mais isso cara...
É muita paranóia acordar e respirar fundo apavorado como se realmente "querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado."
Sinto que estou indo de volta ao monte Sião desta vez... — hora fé e paz; hora medo e paranóia; hora amor de Deus e certeza; hora não existe Deus e um monte de paranóias...
Peço que me ajude.
Obrigado por esta mensagem em Hebreus12, me mostrou a luz novamente.
Fique com Deus.
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Reposta:

Mano amado: Graça e Paz!

Se você tivesse realmente entendido o que preguei e prego, creia: você não teria chegado ao entendimento errado e paranóico que hoje o assola outra vez...
De fato, o que você está tendo é um retorno psicológico ao padrão culposo, neurótico e paranóico da velha religião.
Os “rudimentos” dos quais Hebreus nos fala não são erros morais e humanos, mas sim decisões de consciência contra o ensino de Jesus.
Ou seja: “os rudimentos” significavam um retorno à Lei e aos cerimonialismos judaicos, em contraposição à liberdade em Cristo.
Crucificar a Jesus a segunda vez”, naquele contexto, é voltar à Lei como agente de salvação e santificação autônomo, como justiça-própria.
Sinto que sua paranóia, entretanto, é mais séria, pois, há sinais de uma recorrência perigosa, e que, em geral, pode fixar um padrão mental psicótico.
Assim, se me escreveu, creia no que lhe digo em nome de Jesus.
Você não é um “Esaú”. Pare com isso. Sua angustia é de alma, não uma persuasão do Espírito de Deus.
Sim! Sua angustia é fruto da doença religiosa da culpa e da justiça-própria.
Mano, muito do que se ensina na Religião acerca de “Deus”, de “Jesus”, da “Bíblia”, etc. — é coisa do diabo.
O Acusador é o diabo.
Jesus é o Advogado.
Você crê que Jesus acuse você?
É claro que não!
Entretanto, saiba que você não precisa nem mesmo do diabo para enlouquecer você.
Sim! Basta a religião e seus infindáveis ecos de culpa e acusação.
Portanto, mano, pare com isso...
Não brinque de enfrentar esses fantasmas, pois, o poder deles está no fato de sua inexistência, o que faz com que você seja o “produtor” deles.
Ora, nesse caso, o perigo é que a coisa toda possa virar doença na mente... em razão da continuidade e da chocadeira que você oferece aos pensamentos negativos.
Assim, creia no que lhe digo e pare já com essa mania de se autojustificar.
Você está salvo, perdoado e justificado em Jesus!
Digo isto exercendo a autoridade de Jesus, a Quem conheço, e de Sua Palavra, que me dá tal autoridade espiritual.

Nele, que nos chama à certeza de que nossas certezas não são as certezas que nos garantem a Certeza da Vida, posto que essas venham apenas de nossa Confiança no que Ele fez e Consumou para sempre,

Caio
Veja a mensagem Completa no CaioFábio.net


A carta desse jovem eu vivi, muitos dias. Pois sabendo do poder da Graça, pelas mensagens e conselhos que ouvia, sentia muitas vezes a vontade de voltar para a auto-justificação humana. Mas meu sentir, é que só há um caminho para a liberdade.
Aceitei o Presente de Deus, e fui liberto do pecado que me açoitava não só o corpo, mas a mente.
Não basta saber sobre a Graça, sobre Jesus, sobre a Cruz, temos que crer, que não existe condenação para os que em Jesus Cristo já foram libertos.
Meu coração vivi hoje, uma liberdade, mas sei, que tenho uma missão, dada pelo próprio mestre e agora estou me preparando para iniciar minha missão. Não minha, mas de muitos que são chamados a ser luz e sal.

Um abraço, Amilton.

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