quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Crente de Gaiola: Esse cara sou eu!


Meu Deus! Me dê a força pra sair da gaiola e fazer o vôo da liberdade na vida.



Pássaro criado desde pequeno em gaiola, quando vê a porta aberta, o horizonte arreganhado, e o céu como um útero sem fim e sem limite — teme, não ousa sair, prefere a pequenez de alpiste garantido do que a experiência de ter asas e voar, de ter canto e com ele seduzir, de ter penas e com elas se cobrir na chuva, de ter amigos e com eles andar em bando solto, livre, moleque e alegre; passagardaianamente feliz como nem Manoel Bandeira jamais conseguiu passagardear.

Aqui à minha volta há centenas de pássaros livres, e que vêm pela comida e água que lhes dou; e, hoje, já pelo habito que neles desenvolvi.
Ficaram habituados à liberdade amiga e interdependente!
Também tenho outros sete pássaros, todos em gaiolas. Já abri a gaiola para eles, mas eles não querem ir.

Um ousou pular fora, mas, sem saber que voava, voltou.
Apenas um papagaio que me foi dado, e que eu via que sofria numa pequena gaiola, aceitou o convite, e, durante dois dias, ficou do lado de fora, habituando-se à liberdade, até que partiu...

Vendo esses pássaros, olhando o céu e a liberdade de ser, penso nos crentes de gaiola.
A Graça é o céu da liberdade, do cuidado do Pai, da dependência do amor, da entrega a Providencia.

A Graça é a Passagarda que não existe nas gaiolas e nem nos templos. Mas quem se habitou à gaiola, teme a vida, apavora-se ante a liberdade, e prefere um exator que doa alpistes em gaiolas-celas do que o cuidado de um amor limpo e livre, e que apenas adiciona aos cuidados do Pai, o cuidado de um irmão — meu, aos meus pássaros livres.

Há alguns que já não podem mais provar a liberdade. Tornaram-se tão enfraquecidos, embora o céu os agasalhe; tão sem vôo, embora tenham asas; tão incapazes de si mesmos, embora sejam únicos; tão apavorados ante o que lhes é natural embora voar lhes seja o andar; ou seja: ficaram tão não-pássaros — que a janela aberta, para entrar e sair lhes é ameaça e risco de morte.

Crente de gaiola! O Céu te chama! A Liberdade conclama tua alma!
O Pai quer cuidar de ti ao ar livre! Tu confias?
Nele,
Caio


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

HÚMUS, HUMOR, HUMILDADE, UMIDADE — temas do coração!


HÚMUS, HUMOR, HUMILDADE, UMIDADE — temas do coração!

“... e por não haver umidade, secou...”— Jesus.

Umidade é essencial...

A palavra designa aquilo que está afetado pela presença da água, especialmente em estado gasoso ou vaporizado.

Umidade vem da mesma raiz de húmus, que designa o estado de adensamento de matéria orgânica carregada de fertilizantes naturais produzidos por minhocas e micro-organismos, deixando o chão fértil.

Umidade, húmus, humor...

Humor também tem seu vínculo com a mesma raiz filológica. Afinal, o que é humor senão uma atitude fértil, rica, cheia de húmus e de umidade e, portanto, aberta à vida — como o bom humor produz.

Jesus disse na parábola do Semeador, em Marcos, que a semente que produziu foi aquela que caiu em terra com umidade; humorada por húmus e humildade.

Humildade também se conecta à mesma raiz de húmus, humor e úmido.

Humildade designa o ser de atitude proativa, ensinável, acolhedora, receptiva, bem humorada, umedecida pela boa vontade; sendo assim, portanto, um ser ensinável; ou seja: humilde.

Segundo a sabedoria de Jesus na parábola do Semeador, as sementes que não vingaram foram as que caíram em terra seca, ou superficial, ou pedrada, ou mesmo saturadas de espinhos — que nascem em geral em lugares secos.

Ora, isto deixa claro que até para que alguém aproveite o Evangelho, é necessário que nele haja umidade interior, o que denota a presença de húmus/humor, húmus/humildade — ou seja: tem-se que ter a atitude interior de uma terra rica, aberta, acolhedora, umedecida, bem humorada para com a bondade de Deus. Sim, terra/coração humilde, e, portanto, ensinável e pronto para ficar prenho do sêmen do Evangelho.

Quem assim se oferece a Deus, ao Evangelho, à Palavra Semente da Vida, esse é boa terra; e em tal estado se manterá se não perder o húmus, o humor, a umidade, a humildade.

Sim, quem assim é e assim se mantém, dará fruto de crescimento no amor a 30%, a 60% e a 100%.

Nele, que nos chama a aprendermos com Ele a sermos mansos e humildes de coração,

Caio
10 de novembro de 2012 – Lago Norte – Brasília – DF

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